Virou bagunça

Após o lançamento, o acarajé foi alvo de críticas. A Associação Nacional das Baianas de Acarajé (ABAM) foi uma das entidades que considerou o quitute rosa um desrespeito a tradição das baianas e a cultura negra.

“Vamos respeitar o que é nosso, vamos respeitar um patrimônio que é nacional. É uma brincadeira de mau gosto que não deveria ter sido feita”, disse a presidente da entidade, Rita dos Santos.

Assim como a presidente da ABAM, o antropólogo Vilson Caetano também é contra o quitute cor de rosa.

“Não se brinca com símbolos indenitários e o acarajé é um dos símbolos indenitários da comunidade mais negra fora do continente africano”, afirmou.

Para Adriana, a mudança de cor do bolinho não interferiu na qualidade do produto. Ela pediu desculpas para quem se incomodou com a invenção e afirmou que sempre tenta inovar porque ela e a família dependem da venda dos quitutes.

“É uma brincadeira pelo estreia do filme. Só vamos fazer essa semana. De forma nenhuma isso afeta as tradições. Eu gosto de inovar. Sempre prezo pela qualidade e em como levar meu produto até eles (clientes)”, contou.

Drica vende acarajé e abará há 15 anos no subúrbio de Salvador e é conhecida por sempre usar o “diferencial” nas suas vendas. Há seis anos ela se tornou conhecida na região por vender acarajé e abará na barca de sushi. Agora é a vez do acarajé da Barbie.