Recorde de afastamentos na Caixa é preocupante

De acordo com levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no ano passado, 524 empregados se afastaram. O maior número havia sido registrado em 2013, quando ocorreram 464 afastamentos.

Não é raro encontrar um bancário que trabalha sobrecarregado, estressado, adoecido ou à base de remédios. Infelizmente, é reflexo do modelo aplicado pelos bancos, em que a busca incessante pelo lucro passa por cima do cuidado com a saúde. Na Caixa, que possui um déficit considerável de trabalhadores, o número de afastados por acidente de trabalho bateu recorde em 2022.

De acordo com levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no ano passado, 524 empregados se afastaram. O maior número havia sido registrado em 2013, quando ocorreram 464 afastamentos.

Segundo o estudo, 75,4% dos empregados tiveram de pedir licença por problemas de saúde mental e de comportamento adquiridos no ambiente de trabalho. Um salto absurdo se comparado ao índice de 2012, com 39,4% dos casos. O percentual ultrapassa até mesmo o índice de adoecimento mental em toda a categoria bancária no ano passado, que foi de 57,1%, de acordo com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Nos últimos anos, sobretudo com o ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a gestão no banco era pautada pelo medo, assédio e cobrança por metas abusivas, o que certamente contribuiu para o aumento do adoecimento entre os empregados.