Cidade baiana tem a maior população quilombola do Brasil; saiba qual

A cidade de Senhor do Bonfim, localizada no norte da Bahia, registra a maior população quilombola do Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quinta-feira (27). De acordo com a pesquisa, dos 74.490 habitantes de Senhor do Bonfim, 15.999 são quilombolas. O município é um dos cinco baianos que aparecem entre as dez cidades do país de maiores números de quilombolas.

A maior parte das comunidades quilombolas de Senhor do Bonfim são certificadas pela Fundação Palmares, do governo Federal, entre elas, as do Laje e Mamoeira, Tijuaçu, Cariacá, Água Branca, Olaria, Quebra-Facão e Umburana.

“Viver em uma comunidade quilombola é lutar intensamente pelos seus direitos e buscar melhorias para o seu povo. É lutar pela por uma educação de qualidade, por uma saúde de qualidade, por uma habitação, pela regularização fundiária de suas terras, além de buscar o reconhecimento, e integrar uma luta intensa contra o preconceito racial”, destaca Valmir dos Santos, do Conselho Estadual das Comunidades Quilombolas da Bahia e morador da comunidade quilombola de Tijuaçu, em Senhor do Bonfim.

Bahia e Salvador  com a maior população quilombola do país
Os números da pesquisa também apontam que a Bahia tem a maior população quilombola do país, com 397.059 quilombolas. O que representa 2,8% da população total do estado, que é de 14.136.417 pessoas.

O estado tem cinco das dez cidades do país de maiores populações quilombola. Além de Senhor do Bonfim, tem Salvador (2º): 15.897 – sendo a capital com mais quilombolas do BrasilCampo Formoso (8º): 12.735, Feira de Santana (9º): 12.190 e Vitória da Conquista (10º): 12.057.

De acordo com o Censo, da população quilombola que mora na Bahia, apenas pouco mais de 5%, ou 20.753 vivem em territórios quilombolas demarcados. Enquanto a grande maioria, 376.306, ou quase 95% vivem fora dos territórios quilombolas.

Essa é a primeira vez na história do Censo Demográfico, em que população quilombola pode se autoidentificar. 

* Por Luana Veiga e Kirk Moreno. Foto: Divulgação/INCRA.